3 min8 Julho 2024

Roterdã, “a Manhattan dos Países Baixos”

Roterdã, conhecida como "a Manhattan dos Países Baixos", mistura modernidade com história e inovação. Embora compartilhe semelhanças com Amsterdã pelos canais e com Manhattan pelos inúmeros arranha-céus que dominam seu horizonte, na verdade, essa cidade holandesa apresenta características únicas. Depois que a Segunda Guerra Mundial destruiu quase toda a cidade, os responsáveis decidiram não seguir o exemplo de outras cidades e, por isso, investiram fortemente nas novas correntes arquitetônicas para construir um estilo próprio.

Neste post, apresentamos cinco paradas imperdíveis para sua próxima visita a esta cidade:

1. As Casas Cubo

Um dos grandes ícones da cidade é o conjunto de casas projetadas pelo arquiteto local Piet Blom nos anos 70. Essas casas consistem literalmente em cubos apoiados sobre grandes pilares. A ideia principal consistia em criar uma floresta onde as copas fossem as casas, enquanto o solo permanecesse livre para circulação e uso comunitário. Atualmente, todos os cubos amarelos estão habitados; entretanto, um deles funciona como um museu aberto ao público, permitindo que se conheça como são esses lares por dentro.

2. O Markthal

Bem perto das Casas Cubo está um dos edifícios mais impressionantes e originais que você pode visitar. Com formato de ferradura gigante, abriga cerca de duzentos apartamentos e um mercado espetacular em completa harmonia. O teto é coberto por um enorme mosaico colorido de frutas, flores e vegetais criado pelos artistas Arno Coenen e Iris Roskam — são 11.000 m² de pura fantasia, formando a maior obra de arte da Holanda.

3. Depósito Boijmans Van Beuningen

Este edifício guarda as obras que o museu Boijmans Van Beuningen não consegue expor por falta de espaço. Além disso, a estrutura é um grande “cuenco” (tigela) de 40 metros de altura, coberto por vidro que reflete a paisagem e conta com um terraço no topo com vistas incríveis da cidade.

Por dentro, o impacto é ainda maior. Um verdadeiro labirinto de escadas leva às salas onde as obras estão “nuas” — sem molduras ou exibição tradicional — permitindo ver tanto a frente quanto o verso, com anotações e marcas originais. Entre outros detalhes, estão presentes artistas como Munch, Jan Van Eyck, Mondrian, Kandinsky, Miró, Picasso, Cézanne, Gauguin, entre muitos outros.

4. Ponte Erasmus

Esta ponte cruza o rio Mosa e é um verdadeiro símbolo da cidade. Além da função prática, seu design é uma verdadeira obra de arte e um destaque no skyline de Roterdã.

5. Moinho Korenmolen de Distilleerketel

Um moinho de vento tradicional, como tantos nos Países Baixos, porém, este é especial: é um dos poucos edifícios que sobreviveram à destruição nazista. No bairro de Delfshaven, por exemplo, ainda é possível imaginar como era a cidade antes dos bombardeios, com vários edifícios históricos preservados.

Além disso, anote aí: embora a bicicleta seja o meio de transporte mais comum nos Países Baixos, em Roterdã quem brilha são os Watertaxi — táxis aquáticos que você pode reservar para um passeio veloz e panorâmico pela cidade.

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